Conheça a primeira categoria de automobilismo com carros movidos 100% a energia elétrica

Esse ano acontece a primeira temporada da Formula E, a primeira categoria de corrida com carros 100% elétricos. Serão 10 etapas que acontecerão principalmente em circuitos de rua, incluindo o tradicional circuito de Monaco.

Uma competição nesse nível colocará em primeiro plano os benefícios dos carros elétricos, como a rápida aceleração, que permite que ir de 0 a 100Km/h em apenas 3s, além de provar que eles podem ser rápidos, chegando a velocidade máxima de 225km/h. Infelizmente também existem algumas limitações, como a baixa autonomia dos carros.

Mas vamos por partes

Pilotos e Equipes

A categoria conta com 10 equipes com 2 pilotos cada uma. Dente os pilotos, teremos grandes nomes que já passaram por outras categorias, incluindo Formula 1, como Takuma Sato, Jarno Trulli e Nick Heidfeld. Também teremos 3 brasileiros: Lucas di Grassi, que é um dos embaixadores da categoria e também foi piloto de testes, Nelsinho Piquet, filho do tri campeão de F1, Nelson Piquet, e Bruno Senna, sobrinho de Ayrton Senna. Aliás, Bruno acabará repetindo a rivalidade Senna/Proust, só que com o filho de Alain Proust, Nicolas.

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Imagem: Globoesporte.com

As Etapas

Serão 10 no total, passando por 8 países. Uma das etapas ainda não está definida.

Apesar de duas corridas na América do Sul (Punta del Este e Buenos Aires) o Brasil acabou ficando de fora, mas pode ser incluído na segunda temporada.

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Imagem: Globoesporte.com

Os carros

Por motivos de custos, os carros da primeira temporada serão idênticos. Criados pela francesa Spark Racing Technology, ele utilizam motores elétricos desenvolvidos pela McLaren, baterias da Willians, chassis de fibra de carbono e alumínio da Dallara, câmbios de 5 marchas da Hewland e rodas aro 18 com pneus mistos da Michelin.

O motor e as baterias conseguirão gerar 270 cavalos de potência, e produzirão um zunido 80 decibéis, algo semelhante a uma turbina de avião – ou um carro de controle remoto muito grande. Os aficionados por automobilismo provavelmente torcerão o nariz para isso, visto o que já aconteceu com a mudança no motor da F1, de V8 para V6 turbo.

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A Corrida

Como em corridas tradicionais, gerenciar a durabilidades dos pneus é um ponto importante, especialmente considerando que a maioria das corridas será em circuitos de rua, que costumam causar maior desgaste e ter menos aderência.

Há também a questão da bateria, que tem duração de cerca de 30 minutos. Por isso, todos os pilotos terão que fazer um pit stop para trocar de carro, por um carregado. Sim, trocar de carro, já que cada carga completa demora 50 minutos e a troca de baterias não foi permitida por questões de segurança.

As mídias sociais também terão seu papel. O público poderá votar em seus pilotos favoritos. As 3 que tiverem maior votação poderão user 20% a mais de potência por 5 segundos, o que pode ser de grande ajuda em ultrapassagens. Não deixa de ser uma forma interessante de fazer com que as pessoas assistam e interajam com a categoria.

No futuro, cada equipe poderá desenvolver seu próprio carro, o que resultará em sistemas cada vez melhores. Essa tecnologias devem ser transferidas para carros de passeio, como já acontece em outras categorias de automobilismo.

Ainda não dá para saber se a Formula E vai pegar ou não, mas a simples existência de uma categorias com carros elétricos já é bem representativa.

Via Wired e Globoesporte.com