O caso de impunidade para o homem que ejaculou em uma passageira dentro de um ônibus levantou revolta e a voz de mulheres contra abuso em transporte público.

Que levante a mão quem nunca sofreu qualquer tipo de assédio – ou abuso sexual – em qualquer meio de transporte público, e o caso desses últimas dias foi mais do que nojento e revoltante: Diego Ferreira de Novais, de 27 anos, ejaculou no pescoço de uma passageira dentro de um ônibus no meio da tarde em plena avenida Paulista em São Paulo, em 29 de agosto.

O episódio foi enquadrado como “estupro em flagrante” pelos policiais, ele foi levado ao 16º DP e, mais revoltante do que o ato, foi a decisão do juiz José Eugênio do Amaral Souza Neto, do Tribunal de Justiça de São Paulo, que libertou o suspeito por interpretar que “não houve constrangimento tampouco violência ou grave ameaça, pois a vítima estava sentada em um banco de ônibus, quando foi surpreendida pela ejaculação do indiciado”. Ele voltou a repetir o ato 4 dias depois e foi solto novamente. Com essa, já são 16 passagens pela polícia pela mesma atividade (Fonte: Exame).

Para ganhar voz e trazer atenção para esses atos de violência que acontecem diariamente em transportes públicos, publicitárias e mulheres que trabalham com criação do grupo Mad Woman do Facebook criaram a campanha Meu Corpo Não É Público.

#MeuCorpoNãoÉPúblico

O Tumblr da campanha reúne diversos cartazes criados por essas mulheres para espalhar mensagens contra o abuso. O grupo também colocou no Catarse uma página para arrecadar fundos para produzir cartazes e adesivos e espalhar em ônibus, metrô, estações e qualquer lugar para que o movimento ganhe ainda mais força. Você pode ajudar com valores a partir de R$10,00 nesse link.

Veja algumas das artes já criadas pelo grupo:

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Imagens: Divulgação